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9 de dez de 2015

Essa musiquinha foi feita pelo meu marido Daniel e por mim para nosso amado Arthur! Que Deus o abençoe e nos use a ajudá-lo a crescer no conhecimento de Deus!


21 de ago de 2015


E, em dias onde a preocupação que reina absoluta é qual será o tipo de parto (cesária, normal, anormal, humanizado, desumano, na cama do hospital ou da sua casa...), vemos uma porção de mulheres que interpretam a qualidade da maternidade = a quantidade de dor ao parir, e que não tem a menor ideia do que vai ser dali para frente. Acredite, se seu parto levou/levará 3 dias ou 10 minutos, é um tempo curto demais para passar preocupada a gravidez inteira. Use esse tempo para se preparar, não somente para ser mãe, trazendo seu bebezinho (seja lá como for) ao mundo, mas prepare-se para ser mãe de fato depois disso!

Nascer através de um corte na barriga ou debaixo d'água não vai definir a qualidade de mãe ou de educação e cuidados que você tem com seu filho. Mas, o que vier dali para frente, com certeza irá!

No vídeo abaixo, ele avalia ouvimos sobre os prejuízos causados pela ausência dos pais nos cuidados com os filhos, princialmente nos primeiros 1.000 dias da criança. Vale a pena!

Mães e pais de plantão, se ainda não conhecem o canal Webfilhos corre lá re dá uma olhada nos vídeos do pediatra Dr. José Martins Filho, autor de A Criança Terceirizada. 


Abaixo, trechos do livro ‘A criança terceirizada’, os descaminhos das relações familiares no mundo contemporâneo, de José Martins Filho. Editora Papirus, 2007.

Retirados do Capítulo ‘A terceirização propriamente dita’, a partir da pág. 58. 

- sobre a importância da presença e vínculo afetivo nos primeiros anos.
- sobre creches, babás, televisão e a terceirização em geral.

Esse tema tem a ver com o sono do bebê e da criança já que sabemos bem que o estado emocional deles e o vínculo afetivo com seus cuidadores tem tudo a ver com a tranquilidade no sono e segurança emocional.

Os primeiros meses e nossas responsabilidades como mães 
Nos primeiros meses (principalmente no primeiro trimestre), a relação mãe e filho é altamente intuitiva, primitiva mesmo. O bebê não sabe que nasceu e acha que o corpo da mãe é continuidade do seu e que o seio que o alimenta e lhe dá carinho e prazer faz parte de um todo ao qual ele pertence.
Só progressivamente, e após o sexto mês, é que os bebês vão se dando conta de que são outros seres. Por volta do oitavo mês, essa percepção de individualidade fica mais clara e evidente. Assim, progressivamente, vai se estabelecendo o desenvolvimento psicoafetivo, motor, alimentar e cognitivo da criança.

Capacidade de ser feliz depende de tempo e pessoas

Não é a toa que um pediatra famoso, que depois se tornou psicanalista e fundou uma escola nessa área, D.W. Winnicot, afirmava que a capacidade de ser feliz de um ser humano possa depender, além de todos outros fatores, de um tempo (a infância até os seis anos, mas principalmente o primeiro ano de vida), e de uma pessoa (uma mulher, a mãe). Quanta responsabilidade, não é mesmo? Pois é, mas o que me intriga mesmo é constatar que, na maioria das vezes, as pessoas têm filhos sem saberem nada disso, sem se darem conta da importância desse relacionamento profundo, do vínculo necessário que se forma nesse período. Acham que, para a criança, é suficiente que lhe troquem bem as fraldas e lhe deem comida. Como se isso bastasse... O mais necessário e nobre alimento, pode crer, é o afeto, acompanhado de carinho, prazer e paz.

Terrível e assustador é que, em alguns casos, não é preciso o afastamento físico. ‘As vezes, uma negligência insuspeitada, ocorrida nos primórdios da existência, nos primeiros meses ou anos, com a mãe fisicamente presente mas emocionalmente distante, pode ser desastrosa. Colocar uma criança precocemente em creches, principalmente naquelas em que as pessoas se preocupam mais com os aspectos físicos do que com os emocionais, e onde algumas crianças ficam 10 ou 12 horas por dia, pode também ser desastroso para o desenvolvimento. É verdade, as mães precisam trabalhar, pois também se transformaram em provedoras. Os pais, sozinhos, já não conseguem dar conta do sustento da família e suprir as necessidades das crianças. Mas em alguns casos, dolorosos, temos visto mulheres que ganham menos do que pagam a terceiros para atenderem seus filhos, seja a creche, escolinha, seja a babá que, não raro, pode ganhar mais do que a mãe, se levarmos em conta todos os aspectos que envolvem a criação de crianças.

Às vezes, me surpreendo... sou um pediatra à moda antiga e, frequentemente, quero ensinar as mulheres a preparar os alimentos para os bebês, a fazer sopinhas, papinhas com legumes, hortaliças, cereais, etc. Tenho ficado estupefato com a quantidade de mulheres jovens que não sabem cozinhar, que nunca prepararam um alimento e que se sentem inseguras. Preferem as papinhas industrializadas e não tem a mínima ideia de como oferecer os alimentos à criança, como colocar a colher na boca do bebê ou mesmo, o que me parece muito estranho, não tem a mínima ideia de como se deve fazer a transição do alimento pastoso para o mais sólido ou de como retirar progressivamente o seio e passar para o leite no copinho ou na caneca, sem a necessidade de bicos de borracha, mamadeiras, etc.

E nós, os pediatras, onde estamos? O que temos ensinado, dito, mostrado para as mães? Como podemos demonstrar que a chupeta é um engodo, que faz mais mal do que bem e que transtorna o próprio desenvolvimento da sucção, da mastigação, etc.? 

Outro dia, contei para uma mãe que, quando um bebê mama ao seio, estimula pelo menos sete grupos musculares faciais e, quando mama na mamadeira, apenas dois; expliquei que isso tem grande importância no desenvolvimento da face e, principalmente, da mordida, pois aumenta as chances da criança desenvolver a respiração bucal, com todas as patologias e infecções orofaríngeas e otológicas associadas a essa forma de respirar. A mãe se assustou. Nunca lhe haviam dito nada disso, e ela usava a chupeta desde o nascimento para ajudar seu filho a se tranquilizar, segundo ela.

Cursos para pais e mães?

É mesmo estranho. Hoje existem cursos para tudo, menos para pais e mães. 

As pessoas recebem um bebê e acham que vão aprender a cuidar dele sem ouvir outras pessoas, sem ajuda, sem informação. Antigamente, as avós desempenhavam esse importante papel. Existia a doula, ou essa função era desempenhada pelas avós ou por uma tia mais velha, com experiência no cuidados de várias crianças. 

Assim, de geração em geração, iam se transferindo os conhecimentos, os saberes e as práticas. Hoje, infelizmente apara as crianças, nem mesmo as avós tem tempo para ajudar a cuidar dos netos. Também estão atarefadas e cheias de outras funções na sociedade. 

As avós também são terceirizadas ou não encontram tempo para ‘curtir’ os netos. Fico assustado quando vejo uma avó que não é apaixonada pelos netos ou aquela que diz a famosa frase: “quem pariu os seus que os embale”. Estranho, porque o que se espera afetivamente é que todo carinho que era anteriormente do filho passe para o neto, com muita ternura, muito afeto e muito sentimento. O que se vê, na maioria das vezes, são as babás, as tias, e, entre os mais pobres, a vizinha, que ganha um dinheirinho de várias mulheres para cuidar de cinco ou seis crianças enquanto as mães vão trabalhar.

Isso quando a terceirização não está nas mãos de irmãs ou irmãos mais velhos (mais frequentemente as irmãs), que substituem com grande dificuldade e deficiência as mães e os pais ausentes.

Uma das coisas que mais impressionam é a falta de tempo. Parece que ninguém mais tem tempo para viver e sentir a existência. Vive-se em tal correria que tudo passa celeremente, sem espaço para avaliações e conclusões. Uma pesquisa recente na Inglaterra mostrou que alguns pais passam, em média, no máximo seios minutos proveitosos com os filhos, minutos em que verdadeiramente há interação e troca de estímulos. É possível transmitir algo para as crianças dessa maneira? Delegam-se a terceiros as funções de cuidador, educador e alimentador. 

A terceirização é uma forma diferente e ‘modernosa’ de cuidar dos filhos: passa-se para terceiros a realização de determinadas tarefas e, em alguns casos, de todas.

Já vi de tudo nestas décadas em que exerço a pediatria. Os mais ricos tem suas babás. Às vezes, uma criança tem três babás, a do dia, a da noite e a dos fins de semana. A criança vem ao consultório, nem sempre com a mãe, diga-se de passagem, e ante qualquer pergunta:

- Como ela está comendo? Qual vacina tomou? Quando começou a febre? Quando começou a diarreia? – a mãe, a avó ou a pessoa da família que ali está vira-se para a babá e pergunta: “Quando? O que ela come?”
  
Já atendi uma pessoa que me telefonou de seu laboratório de pesquisa às dez e meia da noite e me pediu para ligar para a casa dela e falar com a babá sobre a febre do filho. Essa pessoa havia saído de casa pela manhã e até aquele momento não havia estado como filho sabidamente enfermo!

O apego com terceiros

Como é possível desejar que essa criança não apresente problemas de desenvolvimento, de afetividade? A única saída saudável que a criança encontra é apaixonar-se por quem cuida dela: pela babá, pela vovó ou por quem fica perto. 

Sorte da criança se a babá for afetuosa, terna e amiga. Ela passa a ser mãe, e o vínculo se forma com essa pessoa.

Já vi algumas mães chegarem aos prantos ao consultório ou telefonarem dizendo que as crianças correm para os braços das cuidadoras e não para os seus. Como pode, perguntam? E respondo, com cautela, porque não quero ferir ninguém: ‘Porque, para essa criança, para seu filho ou filha, a mãe é ela... a babá”.

Ảs vezes, acontecem coisas muito desagradáveis. A mãe enciumada demite a babá, rompendo um vínculo já existente, mas não assume o filho definitivamente. Contrata outra pessoa e o processo recomeça, com infindáveis idas e vindas num relacionamento delicado, no momento muito especial do desenvolvimento afetivo e cognitivo que é a primeira infância.

Esse mesmo quadro é válido quando a terceirização não é profissional (com babás e creches), mas familiar, com avós, tias ou irmãos assumindo o cuidado. Os procedimentos e os acontecimentos são os mesmos. O que muda são os atores, com maior ou menor intimidade com a família.

Nesse tipo de relacionamento terceirizado, podemos observar outros fenômenos. Quem educa? Quem orienta? Quem coloca normas, limites? A educação, um tanto formal, acadêmica, como ética e moral, acaba sendo transferida para as escolas; assim, os pais esperam que elas desempenhem essa função. Interessante é que os professores acham que a função deles é informar, orientar na aquisição de conhecimentos, mas não educar. Há uma constante transferência de responsabilidades.

A terceirização com a TV

E, se formos um pouco mais exigentes e atentos, perceberemos que, infelizmente, muitas vezes, a formação do caráter acaba sendo eletrônica, por meio da TV, dos jogos eletrônicos, dos DVDs, dos filmes. Algumas babás, assim que as mães saem, colocam as crianças diante da televisão para que não deem trabalho e fiquem quietinhas.

É notória a criança viciada em TV. Em qualquer lugar ao qual chega fica pedindo para ligar a TV.

É totalmente inadequado usar a TV como babá eletrônica e se chega ao cúmulo de alimentar as crianças diante do aparelho. Essa é uma situação muito complexa. Sempre aconselho a fazer que a criança seja alimentada sentada ‘a mesa ou em sua cadeirinha, para que se possa comer com uma colher e, aos poucos, ir se servindo, numa atitude que tende a facilitar o desenvolvimento motor.

Consequências
Não acho que o problema seja só da classe menos favorecida. O abandono e a terceirização ocorrem em todas as classes sociais. Não posso deixar de indagar, com tristeza, até que ponto estamos colhendo os frutos de algumas décadas de abandono e terceirização de crianças e adolescentes, quando vemos a violência campeando e atingindo inclusive crianças e jovens quem, teoricamente, não teriam passado por grandes necessidades na vida. Como julgar ou entender jovens de classe média que atacam brutalmente uma mulher indefesa, numa rua, em plena madrugada, apenas para lhe roubar uma bolsa e alguns míseros trocados? Quais são os valores desses indivíduos?

O que lhes aconteceu? O que será que lhes faltou de amor, afeto, carinho, presença familiar? Será que foram terceirizados, desamados, desamparados, não educados, não formados? 

Difícil dizer, deixo a cargo do leitor as considerações que desejar fazer a respeito.
Finalmente, uma outra observação, não menos dolorosa. A criança está tão terceirizada e a sociedade tão despreparada para formar pais e adultos competentes para as funções materna e paterna, e é tão comum a transferência de todos os cuidados da criança para creches, escolas, etc., que, infelizmente, quando alguns pais se veem na obrigação de cuidar, isso pode ser transformar em tragédia.

Crianças esquecidas dentro de carros, que falecem em consequência do calor e da desidratação; mães que trancam filhos no carro para ir a bailes, e assim por diante. Quase sempre são acidentes; às vezes são casos criminosos de abandono, mas apenas confirmam nossa tese. Estariam essas pessoas preparadas para a função paterna? Sabiam o que seria a vida depois que os filhos nascessem? Estão conseguindo abrir mão das prerrogativas que tinham antes de conceberem filhos?

10 de ago de 2015



E aproveitando o dia dos pais, fizemos um bate-volta para o Arthurzinho conhecer a praia!! Foi assim...


9 de jul de 2015



E depois de perceber que poderia parar de se arrastar feito uma cobrinha, Arthur deu sua primeira engatinhada - 8 meses e 2 semanas


E agora veja só quem tomou coragem de dar os primeiros passos sozinho!!! Esperou bem um feriado com o papai em casa para ter certeza de público para filmar, aplaudir e babar!! <3 - 1 ano e 1 semana


E aqui vão algumas dicas que achei válidas para estimular seu filhote nessa fase tão gostosa! (Fonte: Revista Crescer)

Incentive
Você pode, por exemplo, se colocar a um metro da criança e chamá-la. Ela irá se esforçar para chegar até você. Também pode ajudá-la a ficar em pé na ponta do sofá para que caminhe até a outra – onde você a espera. Usar brinquedos é outra dica. Afaste-os para que seu filho, aos poucos, tente pegá-los. 

Com as suas mãos

Eles adoram! Segure as duas mãozinhas do seu filho e vá caminhando junto com ele. Depois, segure apenas uma, até que ele se sinta seguro e você consiga soltar a outra. Tenha calma. Isso pode não acontecer na primeira vez. Segure a ansiedade! 

Não o assuste
OK. Dá até um frio na barriga de ver aquele bebê andando todo desengonçado a ponto de cair a qualquer momento. Mas a sua postura é fundamental para que ele não se assuste (isso pode até atrasar o tempo de ele andar). Se por acaso, cair para trás e bater a cabeça, socorra-o, mas sem (pelo menos mostrar para ele...) desespero. Então,conforte-o e observe se não fica sonolento ou vomita. Se perceber qualquer modificação no comportamento do seu filho, ligue para o médico. 

Calçado ideal? 
O melhor é deixar seu filho descalço. Além de dar mais aderência, ao sentir o chão, ele se sente mais seguro. Meias antiderrapantes também são boas opções, principalmente para os dias frios. Esqueça calçados duros demais. Opte por tênis molinhos, confortáveis e no tamanho certo. 

Sobre quinas, móveis e mais
Ao mesmo tempo que é uma delícia ver seu filho andar, nessa fase (que inclui o engatinhar) é preciso ficar atento com tudo o que estiver aos olhos dele. Uma toalha de mesa que pode puxar, quinas de móveis, escadas, objetos pequenos e pontiagudos e até móveis fáceis de virar. Com todas essas sugestões, vale reforçar: “Aproveite essa fase do andar. Aproveite todas as fases da criança, sem neura”, diz Edilson Forlin, ortopedista pediátrico do Hospital Pequeno Príncipe (PR)



18 de mai de 2015

 
Há alguns dias, recebi um link da Edinéia e achei uma gracinha! Trata-se de enfeites de porta com flores, para usar o ano todo. Minha porta não é tão bonita quanto as que estão nas fotos, nem tampouco consegui pendurar algo nela, mas a ideia é tão fofa que aproveitei pendurando em um prego ao lado da porta. Ficou super fofo! Que tal tentar por ai? Seguem algumas fotos inspiradoras logo abaixo.

Beijos!!









 

29 de abr de 2015



Hoje quero dividir com vocês três dicas de vídeos musicais para as crianças. São super bem-feitos e uma delícia de ouvir!

1. MPBaby

Clássicos das Cantigas de Roda populares em animações lindas e versões suaves. Essa é uma super dica do Prof Carlos Nadalim (que trabalha com pré-alfabetização/alfabetização e homeschooling) para amadurecer a musicalidade das crianças. Excelente para desenvolver ritmo, repertório de palavras e rimas. Vale muito a pena conferir! Canal do youtube aqui! ou uma Playlist aqui.



2. Super Simple Songs

Aqui temos delícias de músicas em inglês também super bem feitas, gostosas de ouvir e assistir. Tudo com muito capricho! Canal do youtube aqui!




3. 3 Palavrinhas

Aqui o conteúdo musical é selecionado entre canções que fazem parte do universo infantil dos cristãos brasileiros, e que é apresentado pela turma do 3 Palavrinhas com uma nova roupagem. Confira aqui o canal do youtube!



Espero que tenham gostado! Beijos! ;)

8 de abr de 2015

  

Crianças francesas comem de tudo
Karen Le Billon - Editora Alaúde
Karen Le Billon é uma canadense casada com o francês Phillip, e que teve a brilhante ideia de ir passar um ano com seu marido e filhas, Sophie e Claire na França. Lá ela percebe o quanto suas filhas se alimentam e  comportam mal à mesa quando comparadas aos costumes das crianças francesas. Ela demorou um pouco para perceber a relação dos francesas com a comida, eles não comem por obrigação, prêmio ou consolo, nem comem com pressa. A refeição deve ser apreciada com prazer e alegria.

Passado por esse choque, Karen percebe o quanto ensinamos nossos filhos a "morrer pela boca". E ao fazer essa leitura, você também perceberá o quanto simplesmente nos omitimos e permitimos que eles escolham suas refeições esperando que um dia amadureçam e percebam por si próprios que precisam comer brócolis.

Imagine que seu filho não quer aprender as letras e nem a ler ou então que não gosta de matemática. Ele vai à escola um dia, "experimenta" aquilo, olha para você e diz "não gostei e não quero!". O que você faz? Espera que daqui há alguns anos ele seja um adolescente maduro e perceba que aprender a ler e calcular é bom para ele e finalmente descida dar uma segunda chance à escola? Claro que não! Você é a mãe/pai e é você quem sabe o que é bom para ele. Você vai insistir, vai incentiva-lo, vai procurar métodos diferentes... E isso é lógico! E me diga por que com a alimentação os pequenos ficam à deriva das próprias vontades sem uma intervenção incisiva dos pais naquilo que certamente influenciará em sua saúde e qualidade de vida?

Seguindo os novos hábitos aos quais foram expostos e questões como essa acima, Karen elabora as 10 regras de ouro para criar filhos felizes e saudáveis à mesa.

Conforme a leitura for prosseguindo, vou postando para vocês os pontos e argumentos interessantes de cada regra. O Arthur ainda tem 9 meses. Ele come muito bem e ama brócolis e beterraba. A mim esse livro será uma ajuda para que tudo continue caminhando bem! Espero que para você ajude de alguma forma também. Certamente vai muito bem um exemplar dele na sua biblioteca! Vamos conferir?!

Pais e mães, vocês são responsáveis pela educação alimentar de seus filhos

 
Incentivar a independência na alimentação é um passo importante para o desenvolvimento da autonomia. As crianças devem cuidar da própria alimentação, certo? "Absolutament pas! Absolutamente não! Isso é a receita para o desastre!" Isso foi o que Karen ouviu de sua sogra, cunhada, primos e amigos do marido... Enquanto com 8 meses sua filha brincava com a comida, cuspia e via a refeição como uma interrupção da brincadeira, os outros bebês devoravam tudo o que lhes era dado e depois dormiam!
 
     "A Sophie é como eu - eu suspirava. - Quando criança eu odiava verduras e legumes."
     "Mais Non! - me diziam. - É que ela ainda não experimentou um número de vezes suficiente. Quando ela estiver realmente com fome, sirva legumes e verduras de novo. Aí ela vai comer tudo, qualquer coisa."
 
O livro cita uma análise feita por psicólogos e nutricionistas franceses que indica que o número médio de vezes que uma criança precisa experimentar uma comida nova até concordar espontaneamente em comê-la é 7. Alguns outros livros franceses recomendam entre 10 e 15 vezes.
A alimentação saudável é uma das mais importantes habilidades que os pais podem ajudar os filhos a desenvolver.
 
Karen relata que partiu então ao preparo de algumas receitas promissoras que poderiam despertar o interesse pela comida em suas filhas, o que não surtiu o efeito esperado. O segredo não está somente em o que, mas também no como, quando e, principalmente, por que as crianças francesas comem.



 
em breve!

9 de fev de 2015

E aí a mãe aqui fica imaginando desde a gravidez as caretas lindas que o Arthur faria ao chupar limão pela primeira vez, e o nenê dá esse show! É gostoso demais!



19 de jan de 2015

“Aproveite para dormir enquanto pode!”
Qual futuro pai/mãe nunca ouviu essa frase?
Hoje quero falar do problema que atordoa muitas mães de bebês novinhos – a falta de sono!
Eu sou uma pessoa que PRECISA dormir, cuja vida se torna um caos depois de uma noite mal dormida. Sendo assim, quando descobri a gravidez essa foi uma preocupação real: como vai ser depois que nascer?? Nunca mais vou dormir?? E comecei a perguntar para qualquer mãe que eu visse na frente: “Com quanto tempo seu filho começou a dormir a noite toda?”. E a resposta geralmente assustadora partia de 1 ano pra cima. Um ano sem dormir uma noite inteira?? Não vou resistir!

Bem... em uma das minhas leituras durante a gravidez, me deparo com uma parte do livro “Crianças francesas não fazem manha” que abordou o assunto do sono como sendo não natural e beirando o absurdo que o bebê da escritora de 2 meses ainda não dormisse a noite toda. Claro que me espantei tanto quanto a autora ao ouvir aquilo. Mas a indignação dela gerou uma pesquisa que constata que isso é realmente possível!
Nesse livro então ela conversa com um pediatra francês e dá diversas dicas de como tornar isso possível, entre diversas outras coisas (recomendo muito esse livro!). Acolhi com carinho as dicas dela e fui atrás de mais leitura a esse respeito. 

Foi quando cheguei ao livro 12 horas de sono com 12 semanas de vida – Giordano, Suzy – Ed Zahar, alvo dessa postagem. 
Suzy é uma brasileira conhecida como encantadora de bebês, e passa nesse livro preciosas dicas de como ensinar seu bebê a dormir a noite toda. Ela garante que o método não funciona apenas com os “anjinhos”, mas que em mais de 20 anos treinando bebês a dormirem, todos eles conseguiram. Bebês com muitas cólicas, gêmeos, trigêmeos, não importa.
Se realmente funciona com todos, eu não sei. Mas o que eu posso dizer com propriedade é que com o Arthur funcionou! E por isso quero dividir com vocês essa esperança.
O livro é destinado a crianças de até 12 semanas, mas a autora diz que seus métodos têm efeito em crianças maiores também, até por cerca de 18 meses.

Para isso ela parte dos pressupostos a seguir:  
  1. O bebê deve se adaptar à família, não a família ao bebê. Apesar das mudanças necessárias, a chegada do bebê não deve ditar novas regras para toda a família.
  2. Você deve se sentir no comando como pai ou mãe. Quando a mãe ou o pai não se colocam no comando, certamente o filho o fará.
  3. Dormir é uma habilidade que se aprende e que deve ser ensinada ao bebê. Dormir bem é tão importante quanto falar ou andar, e devemos nos empenhar em ensiná-los a dormir tanto quanto fazemos com essas outras habilidades.
  4. O treinamento para dormir exige comprometimento e trabalho duro por parte dos pais. Autoexplicativo.

Benefícios que a autora cita sobre o método:
  • Há pouco choro envolvido no processo;
  • Você terá filhos mais felizes e cooperativos;
  •  Vocês serão pais proativos;
  •  Você terá uma rotina previsível;
  • Você será capaz de lidar de maneira eficiente com mais de uma criança;
  • Você pode seguir esse método sozinha;
  • Vou dividir com vocês as anotações que fiz do livro como um guia prático. Mas reforço que esse é um livro que não pode faltar em sua biblioteca materna! O Investimento vale muito a pena dado os benefícios!


1ª à 6ª semana

Pegue leve e não crie maus hábitos

Use esse tempo para se recuperar, para seu bebê se acostumar à vida fora do útero e para que a família se adapte às mudanças que acompanham o nascimento do bebê.
Não crie maus hábitos como colocar na cadeirinha vibratória todas as vezes que o bebê chorar, por exemplo. Isso fará que o bebê aprenda que ele precisará ir para a cadeirinha para se acalmar, quando nosso objetivo é que ele seja capaz de acalmar-se sozinho.
Nesse período, aprenda a rotina do bebê. Quanto e por quanto tempo ele mama, fraldas, etc. É interessante nesse período fazer anotações com essas informações.

MAMADAS DURANTE O DIA
O bebê deve conseguir mamar a cada 2h30 ou 3h durante o dia nas primeiras seis semanas de vida.

Bebês precisam ser alimentados a cada 3 horas para o ganho contínuo de peso.
Durante o dia, acorde-o se ainda estiver dormindo e já fizer 3 horas desde que a última mamada começou. Períodos muito longos de sono devem ocorrer durante a noite.

Não alimente o bebê com mais frequência do que 2h30 nas primeiras 6 semanas (a menos que o pediatra recomende). O sistema digestivo precisa processar o alimento. Alimentá-lo a cada hora 1h30 ou 2h vai fazer com que ele belisque ao invés de ingerir a refeição completa e dificultará o treinamento de 4h em 4h mais adiante. Mas deixe que o bebê se alimente o quanto quiser no horário das mamadas.

MAMADAS DURANTE A NOITE
É a mesma rotina que o bebê tem durante o dia até a terceira ou quarta semana. Depois desse tempo, pode deixar o bebê aumentar sozinho o tempo entre as mamadas noturnas, o que depende conforme o peso, prematuridade e outros fatores. O ideal é que o bebê alcance 4 quilos para começar a aumentar esse tempo entre as mamadas.

SONO À NOITE
Nas mamadas noturnas, não encoraje seu filho a despertar. Deixe as luzes baixas, alimente-o e coloque de volta no berço.

SONO DURANTE O DIA
Desde que o bebê esteja acordado de 3 em 3 horas para as mamadas, o sono durante esse intervalo não afetará quando o treinamento começar.


6ª à 8ª semana

A tempestade de duas semanas

Nesse período a maioria dos bebês apresentam cólicas e gases com maior frequência. Tente acalmá-los com massagens ou algum medicamento recomendado pelo pediatra.

MAMADAS DURANTE O DIA
Aumente o tempo entra as mamadas para 3 em 3 horas, se o bebê ainda estiver mamando a cada 2h30. Essa etapa já pode ter acontecido.

MAMADAS DURANTE A NOITE
Caso ainda não tenha acontecido, relaxe o tempo entre as mamadas e deixe o bebê acordar naturalmente para mamar.

SONO DURANTE A NOITE E DIA
Por ser um período tão difícil essas duas semanas, não se preocupe em treiná-lo para dormir nesse estágio.


8ª à 12ª semana

Que os treinos comecem!



Para que o treinamento seja eficaz, é preciso seguir a ordem cronológica abaixo:
  • 1º passo: Alimentação durante o dia – a cada 4 horas, quatro vezes por dia, ao longo de 12 horas.
  • 2º passo: Alimentação durante a noite – elimine gradualmente as mamadas noturnas ao longo de 12 horas.
  • 3º passo: Sono da noite – Dormir ou descansar em silêncio no berço por 12 horas.
  • 4º passo: Sono do dia – Dormir ou descansar em silêncio no berço por cerca de 1 hora pela manhã e 2 à tarde.


Utilize as ferramentas a seguir para ajudar a esticar o tempo entre as mamadas durante o dia, ou fazer seu bebê se acalmar à noite. Mas lembre-se que é importante ter bom-senso.
De dia, é preferível ceder e alimentar o bebê alguns minutos antes do que deixa-lo muito frustrado e desconfortável.
De noite, haverá momentos em que todas as ferramentas falharão e você precisará tirar o bebê do berço para acalmá-lo.
No entanto, esses casos devem ser exceções, não a regra.


A autora cita essas duas regras para termos em mente quando formos inserir ou mudar hábitos da rotina do bebê:

Regra dos três dias - Bons hábitos levam 3 dias para serem aprendidos e 3 dias para serem mudados.
Regra dos sete dias - Maus hábitos levam 3 dias para serem aprendidos e 7 dias para serem mudados.

E ela também nos lembra: A melhor hora de dar carinho ao bebê é quando ele está tranquilo, e não só quando estiver chorando para que não seja uma recompensa pelo choro.


MAMADAS DURANTE O DIA
Agora o bebê deve começar a mamar de 4 em 4 horas. Estabeleça esse horário conforme a rotina da família. Pegue um bloco de 12 horas e divida por 4 mamadas. 

Inicie as mamadas nos horários programados. Se o bebê precisa trocar a fralda ou tomar banho, separe os minutos que antecedem a mamada para isso.


MAMADAS DURANTE A NOITE
Não acorde o bebê para mamar. E, quando ele acordar naturalmente, esteja preparada (peito: roupas fáceis para amamentar / mamadeira: deixe pronta).
Elimine todas as mamadas de maneira gradual e nessa ordem (considerando que o bebê acorda 3 vezes para mamar): Segunda, Primeira, Terceira.
Para eliminar as mamadas, vá diminuindo a oferta do leite. Se na segunda mamada ele bebeu 90ml, ofereça 75ml no dia seguinte, etc. Até eliminar a mamada. - Se o bebê mama no peito, use a mesma regra em minutos: 12 min. 9min...
O bebê deve ingerir durante o dia o que deixar de ingerir à noite.

SONO DURANTE A NOITE
- Estabeleça uma rotina para dormir - como banho, diminuir a luz, colocar uma música de ninar...;
- Coloque o bebê no berço acordado;
- Coloque uma música suave ou móbile;
- Dê um cobertor ou brinquedo que o bebê goste para dormir;
- Dê um beijo de boa-noite;
- Apague a luz e saia do quarto.

Se o bebê chorar, espere de 3 a 5 minutos. Se ele parar e depois retomar o choro, reinicie a contagem antes de entrar no quarto. Utilize as ferramentas da noite para acalmá-lo. Quando isso acontecer, saia do quarto. Espere o choro por 3 a 5 minutos antes de entrar no quarto novamente.

SONO DURANTE O DIA
Utilize alguns rituais do sono noturno e coloque o bebê no berço para as sonecas durante o dia. Utilize também os mesmos métodos para acalmá-lo, caso precise.



BEBÊS DE 3 A 9 MESES

Bebês nessa idade continuam receptivos ao treinamento, mas já podem ter adquirido maus hábitos. Siga as mesmas etapas, ainda que já ingira alimento sólido.


BEBÊS DE 9 A 18 MESES
- Mantenha um diário da rotina do bebê na semana que antecede o treinamento - Não confie só na memória. Anote os hábitos de alimentação, sono e atividades.
- Nos horários de sono, deixe o ambiente mais escuro e coloque sons do mar ou chuva para o bebê se acalmar. Deixe o ambiente adequado!
- Treine o bebê a comer de 4 em 4 horas - não ofereça a mamadeira de "lanchinho" entre as refeições. Se estiver com fome, o bebê fará a refeição completa no horário.

Nessa idade o treinamento tende a ser mais trabalhoso e envolve mais choro. 
- Persista em esperar de 3 a 5 minutos de choro para interferir da maneira descrita para os bebê até 12 semanas. 
- Use a voz em tom de sussurro com frases curtas para incentivá-lo a voltar a dormir como "boa noite", "volte a dormir". Sente-se ao lado do berço e passe as mãos pela grade, assim é menos provável que ele queira que você o tire de lá.

1º noite
Faça a rotina de sono e coloque o bebê no berço. O bebê pode ficar chateado, mas saia do quarto para que ele entenda qual é o objetivo. Se ele ainda estiver aborrecido, conte até trinta e entre no quarto. Utilize as ferramentas para acalmá-lo e saia do quarto novamente. Lembre-se que o bebê está alimentado e está cansado e terá todas as condições para descobrir como adormecer por si só.

2ª noite
Repita a mesma rotina, mas agora prolongue o tempo das intervenções de 3 a 5 minutos. Você deve perceber uma melhoria com relação à primeira noite.

3ª noite
Repita a rotina. Você perceberá melhorias bem claras entre essa e a próxima noite. Não desista!



Claro que aqui trouxe apenas traços gerais da abordagem do livro para que você saiba o que esperar e que vale a pena. Compre seu exemplar para ver os exemplos e abordagem ótima e detalhada que a autora faz, além de dar diversas outras dicas para ter sucesso nesse período tão importante do bebê e da família. 

Desejo a você sucesso com o soninho do bebê!
Beijos!

16 de jan de 2015

O Wrap Sling é um tecido que usamos para carregar o bebê através de uma amarração em volta do corpo. E para ser sincera, carregar o bebê assim é delicioso. 

Além dele ficar grudadinho em você, estudos mostram que o calor e posição ajudam muito nas dores de cólicas do bebê, isso sem contar do vínculo que criado (muito maior do que se ele estivesse no carrinho, por exemplo).

Outro benefício incontestável é que você fica com as mão livres! Isso! Eu consigo ir passear com a cachorrinha sem precisar equilibrar o bebê de um lado enquanto a Fiona puxa a coleira loucamente do outro; ir à padaria/feira e voltar carregando algumas sacolas. Fazer as compras do mês sem precisar colocar naqueles carrinhos de bebê que o mercado oferece (sujos e desconfortáveis, diga-se de passagem) e enquanto meu pequenino tira um belo cochilo encostadinho na mamãe... 

O Arthur sempre dormiu bem, inclusive durante o dia, então eu não precisei usar enquanto fazia alguma tarefa doméstica, mas, se fosse o caso, certamente usaria!

Outra questão é a da postura. Eu tenho um super desvio de coluna e o Arthur sempre foi um bebê pesadinho. Carregar ele no colo sempre trás dores na coluna/braço. Já no sling, as amarrações distribuem o peso uniformemente, o que ajuda muito nesse quesito também!
Para as que ainda estão grávidas e não estão mais aguentando segurar o barrigão, esse sling também é usado dessa maneira para ajudar na distribuição do peso!
Ok. Convencida que eu queria um, partimos para a primeira questão prática... Onde eu compro isso??? Bem... se você pesquisar um pouco na internet, encontrará alguns sites que vendem, mas, na minha opinião, o preço é bem salgadinho. É aí que você pára e pensa: Mas é só uma tira de pano!
Sim. É exatamente isso! E então partimos para o DIY!


Faça você mesmo seu Wrap Sling


O sling é uma faixa de tecido de algodão. Precisa ser confortável e que mantenha o bebê firme, sem ficar esgarçando ou esticando muito, comprometendo a segurança do bebê. Dessa forma, o tecido que indico (e uso) é a malha.


Você precisará:

  • 5,5 metros de malha 100% algodão
  • Etiqueta ou pedaço de tecido colorido para marcar o centro.

O tecido não pode ter emendas! Precisa ser o tecido corrido. Ao comprar 5m de malha, você conseguirá fazer de 2 a 3 slings. Minha sugestão é encontrar outra mãe com quem dividir o tecido. O meu, por exemplo, é o que sobrou do tecido de outra gravidinha (obrigada, Nilva! :D)


Como amarrar o Wrap Sling


Amarrar o sling requer um pouco de prática, mas nada que não peguemos o jeito! a imagem e o vídeo explicam direitinho!






Conte como ficou o seu!
Beijos